Álbum Review: Utada Hikaru – Fantôme (28/ 9/ 2016)

Fantôme.

O Fantasma, a presença singela e omnipresente nos momentos mais sóbrios deste álbum. Notamos o peso da sua existência quando esta flutua nas margens conjuradas de “Ningyo”, no vácuo etéreo e sem rumo de “Boukyaku” ou na melodia do piano em “Manatsu no Tooriame”.

O percurso que Utada Hikaru, também conhecida como Hikki para os fãs, escolheu caminhar foi incomum e tumultuoso desde que esta se estreou no mundo da música japonesa em 1998. Há muito a denotar quanto a esta artista, em particular, o sucesso do seu primeiro álbum, “First Love”, e como até hoje este mesmo sucesso não foi replicado por nenhuma outra estrela emergente da terra do Sol nascente. Isto porque “First Love” permanece o álbum japonês mais vendido na história da indústria. E após tamanho sucesso, Utada continuou a definir a cena musical durante pouco mais de uma década, lançando hit atrás de hit, o que rapidamente fez dela uma artista imensamente respeitada e com muita influência no seu país de origem.

Para além da logística por detrás das vendas dos seus álbuns, Utada Hikaru era respeitada também por uma pletora de diferentes razões. Acima de tudo, principalmente, porque, durante todos estes anos, ela esteve sempre ao leme da sua carreira, ela escreveu as suas próprias letras, música e melodia, o que, consequentemente, fez com que ela se destacasse entre um oceano de ídolos japonesas, idolatradas por não terem muito à sua pessoa além de serem “kawaii” (fofas) – um fenómeno que ainda hoje prevalece na indústria musical japonesa e parece ter-se vindo a desenvolver como um… bem, sendo um pouco bruto com as minhas palavras, como um cancro (quero com isto dizer, I don’t like it and I don’t particularly care for Idols because of this).

Dois anos após ter lançado o seu mais recente álbum, em 2008, o álbum “Heart Station”, ela subitamente decidiu ausentar-se por um período indefinido do mundo da música para se dedicar a “causas humanistas”, algo certamente motivado pelas pressões das grandes companhias de música. Desde então que muito mudou. Não apenas no mundo do J-Pop, mas também na vida da artista. Nestes oito anos, enquanto se encontrava numa fase muito depressiva, ela voltou a encontrar amor num homem italiano que trabalhava como bartender num hotel em Londres. Os dois casaram-se em 2014, e, no ano seguinte, Utada deu à luz o seu primeiro filho. Mas antes de poder sentir-se banhada pela felicidade de um novo casamento e pelos prazeres da maternidade, Hikki sofreu uma grande perda, a maior da sua vida: a cantora de enka, Keijo Fuji, a mãe de Utada Hikaru, saltara do apartamento para a sua morte em 2013.

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Passados três anos após a sua tragédia pessoal, Utada ainda está de luto, mas, graças ao novo amor encontrado e às forças por ele gerado, ela consegue-se manter firme, sem ceder à tristeza, à saudade e à melancolia. Esta é a mensagem de “Fantôme”, não é um último adeus, um tributo ou uma ode à sua mãe. É uma constante lembrança da força do amor, uma lembrança enraizada na mágoa.

Faixa a Faixa

Estando fora do circuito há 8 anos, seria de esperar que Utada estivesse um pouco enferrujada ou pelo menos que a sua progressão tivesse sido prejudicada devido à sua ausência do mundo da música. Mas não podia estar mais enganado, o álbum tem um tom e som muito actuais, isto talvez seja um reflexo do Modus Operandi da artista, visto que ela trabalha melhor sem as pressões constantes da indústria. Após oito anos de espera, os fãs esperavam que ela voltasse a criar um álbum cuja qualidade fosse tão exímia como inspirado. Quanto a isso só tenho a dizer que, a meu ver, este é o melhor trabalho de Utada Hikaru. Pode não ser indicado como a primeira experiência auditiva a interessados, mas é certamente mais uma prova irrevogável de por que ela é uma artista tão respeitada, ao trazer às nossas mãos (e ouvidos) uma experiência tão inspirada, delicada, coerente e, no seu âmago, humana.

Apenas para referência, quando fazer menção às letras das canções, vou referir-me às traduções disponibilizadas por esta maravilhosa pessoa http://shinitakashi.blogspot.pt/search/label/Utada%20Hikaru

Michi

Michi, traduzido para tuga speak como “Caminho”, abre o álbum de uma forma asseguradora, como se esta fosse a maneira de Utada querer tranquilizar os fãs e dizer algo como “Sim, ainda sinto um grande pesar, mas estou a seguir em frente.” A música tem uma batida e um ritmo contagiantes, é algo que dá vontade de dançar, apesar do contraste da melodia upbeat com a letra triste e o registo melancólico presente na sua voz. Algo que dá uma imagem de “teardrops on the dancefloor”. Não digo isto como algo negativo, muito pelo contrário, é uma canção bastante bem trabalhada com uma mensagem optimista.

“Even on a road I still don’t know where it leads/ I’m sure you’ll be there”

Como já referi, é uma reafirmação para o mundo de que ela está bem e pretende viver como tem feito.

“It’s a lonely road/ But I’m not alone”

Ore no Kanojo

Nunca se conhece uma pessoa a 100%, por mais chegados que sejamos. Mas principalmente quando alguém egocêntrico, que se gaba aos amigos da namorada, e essa dita namorada mascara-se de outra pessoa para agradar ao namorado, mas não sabe – ou consegue – comunicar quem ela realmente é.

“I have no dreams; my wish is just maintenance of the status quo/ I wonder if you’ll tire before you now of this boring me”

Ore no Kanojo, ou “A Minha Namorada”, é impressionante em vários aspectos. Em primeiro lugar, na medida em que consegue ter um ritmo viciante e jazzy ao mesmo tempo que se debruça sobre a história de uma casal que deixou de comunicar. Mas mais impressionante é como Hikki interpreta o papel de homem e mulher nesta faixa, e consegue manter-se tão coesa e simultaneamente não-convencional. Na sua essência, é uma canção sobre revelações íntimas e inseguranças.

“I want to invite you. I want you much deeper than my body/ I want to feel you. I want to feel you much deeper than your body”

Outro aspecto que também me surpreendeu foi o uso do Francês nesta canção para as revelações mais pessoais (“Je veux inviter quelqu’un a entrer/ Quelqu’un a trouver ma verité/ Je veux inviter quelqu’un a toucher/ L’eternite, l’a eternite” – Quero convidar alguém a entrar/ Alguém a encontrar a minha verdade/ Quero convidar alguém a tocar/ A eternidade, a eternidade) *Olhó Sabi armado em bom a mostrar os dotes de tradutor!*

E tenho a dizer que a Hikki tem um sotaque francês muito convincente. É um pequeno detalhe extra que adiciona mais uma camada de riqueza e profundidade a uma canção já por si boa.

Hanataba wo Kimi ni

No que diz respeito a Hanataba no Kimi ni, ou “Um Bouquet Para Ti”, em termos musicais não é algo super cativante, acaba por parecer um pouco simplista; tem um ritmo de percussão simples com poucas variações e é tocado em conjunto com violinos. Embora a combinação acabe por se tornar agradável e relaxante. O aspecto mais cativante da canção é de cariz emocional, aí é que está o hook.

No matter what words I arrange/ They wouldn’t be the truth/ so today I’ll present a tear-colored bouquet to you”

É uma canção sobre aceitar o nosso passado e seguir em frente. Sobre recordar os bons e maus momentos, aceitar a tristeza ou saudade adjacentes a essas recordações mas não nos deixarmos ser engolidos por estes sentimentos. Uma mensagem comovente de força e esperança que faz conjurar nas nossas mentes o raiar do Sol e do céu azul após um longo dia chuvoso.

Nijikan dake no Vacance

Ah, depois de material tão pesado, eis que surge uma canção leve e divertida sem grandes temas ou mensagens importantes a reter, algo divertido e simples para se ouvir a qualquer altura. Esta canção, traduzida para “Férias de Duas Horas”, conta com a participação de Shiina Ringo, uma amiga e colega de Utada que apresenta um registo vocal diferente do que esperava ouvir.

Esta canção é sobre escapar às pressões e monotonia do dia-a-dia, uma breve distracção capaz de nos levar a lugares longínquos. A música conta com uma melodia harmoniosa que faz bom uso de violinos para acentuar um ritmo mais mexido tanto como um mais relaxado. Uma boa adição, para o relax.

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Pronto, pronto. Já passou. Descansa a cabecinha aqui no ombro

Ningyo

Eis, agora, que surge uma das poucas faixas exímias deste álbum. Ningyo, “Sereia” em Português, é uma obra musical excepcional. Toda a canção está envolta num ambiente sereno, um vácuo etéreo e calmante, é quase como estar debaixo de água e deixarmos-nos ser levados pela maré. Algo que acentua isto na perfeição são elementos como o uso da harpa, o registo vocal mais grave e sério por parte de Hikki e a melodia, a qual se assemelha a uma canção de embalar.

Mysteriously, when I come to this place/ I feel like I can see you

Sem surpresas, estamos perante mais uma balada dedicada à mãe de Utada. É sobre uma pessoa que, hipnotizada pela luz reflectida no mar, deixou-se ser levada pelas ondas ao mesmo tempo que lhe pareceu avistar uma sereia enquanto caminhava em direcção ao mar. A analogia e construção lírica tornam-se evidentes após uma primeira exposição, pois, subitamente, e com este contexto em mente, a canção tem um impacto emocional poderosíssimo.

É importante apontar que Utada escreveu a letra da canção depois da morte da mãe num período em que “[ela] não sabia se voltaria a conseguir escrever música.” No entanto, temos aqui prova do contrário. Um belo tributo que conjura imagens de sonhos subaquáticos com paz e serenidade.

“I cannot yet return home”

Tomodachi

Eis que voltamos a algo, mais leviano, upbeat e não-tão-trágico, ainda que com o seu se quê de relevância amorosa. Mais uma colaboração, desta vez com Nariaki Obukuro, CEO da Tokyo Recordings. Ambos colaboraram, no que muitos já intitulam o hino de qualquer pessoa que já foi parar à friendzone.

A canção, com um título bastante pertinente (“Amigo”), relata o amor não correspondido de um rapaz gay apaixonado pelo seu melhor amigo, que só por acaso é hetero. Se isto fosse um anime, esta seria a altura que diria “LET THE SHIPS COMMENCE!” ou “LET THERE BE FANFICS!”, mas acho que por agora vou acalmar os ânimos. Como um homem bissexual, só quero aqui dizer que THE PAIN IS REAL, PEOPLE )’: I’ve been there, I knows! E aproveito para reportar que esta canção contou com a sua dose de especulação por muita gente, visto que há muito se diz por aí que a Hikki é bissexual. *le excited gasp* 8D

Manatsu no Tooriame

Oh, boy… Mais uma pesadinha. Manatsu no Tooriame, ou “Aguaceiros de Verão” é… estranha. Não por achar que é uma má faixa, apenas no sentido que, em termos líricos, é uma das canções mais bem compostas, devido ao imaginário poético que invoca, mas é musicalmente minimalista até chegarmos a ¾ da faixa.

O piano domina por completo esta balada, querendo transparecer uma imagem suave e delicada ao mesmo tempo que sóbria e pesada. A melodia no entanto é simples, embora consistentemente rítmica, chegando ao ponto do ritmo ser mais indicado para um instrumento de percussão e chega a entrar em território enfadonho. Isto é, até que chegamos a ¾ da faixa e eis que surgem os gritos desesperados do violino! É apenas quando surge o violino que finalmente consigo conectar com esta canção e determinar um feeling triste e desnorteado.

Liricamente, a canção é sobre o turbilhão de emoções conjuradas pela incapacidade de distinguir o que faz parte da memória, da vida real e dos sonhos. Há um sentimento de desamparo, de estarmos perdidos na chuva, prevalece também a presença de um grande sentimento de perda, saudade avassaladora e passividade para com o presente.

In the rain that’ll never stop, never stop/ my thrist won’t ever be quenched, won’t ever be quenched

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Kouya no Okami

Devem estar a pensar, “Mas este gajo só tem elogios para dar? Este álbum é só ouro? Não há nada de mau?” Ao que respondo: Epá, tipo, coiso… Não é que haja coisas más, é só que há coisas menos boas… tipo esta faixa. Kouya no Okami, ou “Lobo da Natureza”, liricamente, não me diz nada. Gosto da melodia e da música propriamente dita, mas a letra? Sorry, nope. Not even a wiggle.

Enquanto que a faixa anterior tinha uma melodia inicial que não desperta muito interesse, mas com uma letra muito cativante, aqui encontro o preciso oposto. A música é toda ela muito funky, algo que tenta ser Jazz e Pop ao mesmo tempo, trompetes altos e baixo frequente com uma batida moderna. Já para não falar que, em termos vocais, esta é uma das faixas com um registo mais normal por parte da Hikki.

Quanto à letra… pá, something, something, exploração de temas de identidade em conflito, inspirações de “Steppenwolf”, um romance de 1927. Não vou fingir que entendo ou que conheço o material de origem, posso ter vaipes de presunção e pedantismo, mas não de falsidade ou desonestidade intelectual. Adiante.

Boukyaku

Uau… simplesmente UAAAU! Tenho de admitir, de início não adorei a faixa, especialmente em termos musicais, mas depois de a ouvir outra vez com a letra traduzida ao lado, P**A QUE PARIU! Outra grande faixa revolução. Se acharem que Manatsu no Tooriame é já um turbilhão de emoções, esta faixa, UH BOY! Boukyaku, ou “Esquecidos”, é possivelmente a segunda ou terceira melhor faixa do álbum (não me consigo decidir, sue me!), mesmo com o rap do artista que colaborou com Hikki nesta canção (KOHH), mesmo com uma introdução que demora mais de um minuto a arrancar, mesmo com um tom musical ambivalente. Esta faixa é uma malha do caraças! Mas, bem, acho que já me explicava.

Se Ningyo conjura um imaginário subaquático ou um vácuo etéreo e apaziguador, então, em Bouyaku somos confrontados com um clima de incerteza. Somos postos numa situação sem rumo, completamente perdidos num nevoeiro de incerteza intenso. O uso de percussão faz lembrar rituais pagãos, e, a certo ponto, a própria voz de Utada parece ser complacente nesta abordagem ritualista. Em termos de letra, esta É a canção mais pesada, visceral, cheia de mágoa e de dor de todo o álbum. Interpretei a letra como KOHH a cantar sobre deixar para trás e queimar as memórias do passado com uma amargura típica de quem sofreu um trauma emocional violento, enquanto que Utada reconta recordações desconexas ao mesmo tempo que tenta esquecer os problemas e atordoar a sua dor com álcool. Ambos parecem ser agentes ou aspetos reaccionários de um mesmo ser. KOHH, em resposta à sua amargura, incita à acção e à reacção, enquanto que Utada apresenta-se de uma forma mais contida, perturbada, passiva, talvez até repressiva, e quer apenas esquecer. Um corpo, uma mente, ambas partes em constante sofrimento.

Nesta faixa, acima de todas as outras de natureza mais reflexiva ou emotiva, podemos encontrar Utada no seu estado mais frágil e vulnerável, mas é nesta faixa, também, onde é mais aparente a transposição da cantora pelas diferentes fases do sofrimentos: negação, fúria, negociação, tristeza e aceitação. É uma montanha russa emocional que não me atrevo a estragar a ninguém.

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Jinsei Saiko no Hi

Antes de mais, Jinsei Saiko no Hi, ou “O Melhor Dia da Minha Vida”, é um return to form com o seu ritmo mais leve e melodia que facilmente se infiltra na nossa cabeça e lá fica uns bons dias a bater o pé. MAS! Tenho de perguntar: porquê o posicionamento bipolar do da faixa? Acabámos de sair da música mais pesada do álbum (a qual desvanece até ficar tudo silencioso) para a faixa seguinte começar imediatamente em alto som com uma batida alegre. Odeio quando fazem cenas destas!

Bem, passando à análise propriamente dita, gosto desta música. É, eu sei, “Só isso?” Não há muito a acrescentar. É algo mais leviano e alegre que surge depois de muita tristeza, mas é uma canção que vale a pena ouvir. É uma canção que me faz lembrar a Utada de tempos passados, e isto porque é a faixa que mais se assemelha ao estilo geral de álbuns anteriores, em particular de “Heart Station”. É apenas uma canção carregada de good vibes, de um sentido jovial e esperançoso, e isto nota-se especialmente com as onomatopeias de “Don-Don”, para o batimento do coração, e a maneira como Hikki pronuncia Shakespeare (Shay-ku-supia). É um aspecto que revela que ainda tem dentro dela algum teen spirit.

Sakura Nagashi

Bem, para acabar, eis que aqui fica a faixa que faz o álbum. Sakura Nagashi (Flowing Cherry Blossoms, sim em Inglês porque não consigo fazer uma tradução que me agrade) é a-va-ssa-la-do-ra. Muita gente já a conhece desde 2012, quando foi utilizada para promover o filme “Evangelion 3.0: You Can (Not) Redo”, mas eu só a ouvi com a estreia de “Fantôme”. Estou bastante ciente de que a letra foi escrita antes da tragédia pessoal de Utada, mas, após o acontecimento, esta canção mostra-se mais pertinente,  mais potente, mais comovente e simplesmente mais trágica. Sakura Nagashi é o grande final arrebatador que oferece – a nós e a Utada – o encerramento mais completo, satisfatório e assombroso de um capítulo que ouvi.

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This is me when I reach the end of this song

Não quero estragar a experiência que é deixar-se levar pela pura musicalidade da faixa, por isso não quero discutir muito o seu conteúdo. Quero apenas deixar-vos com a música e com um link directo para a tradução da letra. Mas, antes, acrescento que o crescendo presente a partir de 2:39 arrepia-me a pele com pura emoção. Esta música consegue sempre pôr-me a chorar desde que a ouvi pela primeira vez, e isso é um feito!

http://shinitakashi.blogspot.pt/2012/11/utada-hikaru-sakura-nagashi-english.html

“Now matter how frightening, I won’t look away/ if at the end of everything there is love

Pensamentos Finais

Como já referi, Fantôme pode não ser o trabalho mais alegre ou acessível de Utada Hikaru para novos fãs ou curiosos interessados, mas é sem sombra de dúvida o seu melhor trabalho até a data, tal como é um álbum que todos precisam de ouvir. É através deste álbum que ela nos demonstra o quanto evolui como artista e pessoa. Este não é um álbum feito para apelar às massas, nota-se que ela quis oferecer a todos que a quisessem ouvir uma experiência sonora única e intensamente humana.

“Fantôme”, como álbum, e no seu núcleo, é catarse, puro, cru e simples. Um meio de Hikki se expressar face à tristeza e alegria que a morte de um ente querido e o nascimento de outro lhe trouxe como pessoa. É um trabalho que serve como terapia, mas que demonstra a progressão da artista face ao tremendo choque emocional que sofreu. Um trabalho musical imensurável e imemorável, muito íntimo, pessoal e acima de tudo visceral. Certamente o melhor álbum que ouvi este ano.

Fantôme, de Utada Hikaru, sai do Sanctum, com 4, 5* / 5 *

 

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